Por Cláudio Munhoz
Todo andarilho é um solitário em fuga. E porque, em meio à multidão, caminha, observa e medita, tão imensa é a dor de não se sentir amado.
Todo poeta é um amante em delírio. E porque, na esteira de um desejo sublime, sonha, ama e revela-se, tão lancinante é a dor de sentir-se só.
Eis que sou andarilho e poeta, viajante de longas e extenuantes jornadas. Mas se, à beira do caminho, ao menos pudesse encontrar no fulgor de teus olhos a orientação das estrelas e no silêncio de tua intimidade um pouso seguro para o meu espírito, decerto não temeria os mistérios do amor, tampouco as intempéries da solidão.
Todo andarilho é um solitário em fuga. E porque, em meio à multidão, caminha, observa e medita, tão imensa é a dor de não se sentir amado.
Todo poeta é um amante em delírio. E porque, na esteira de um desejo sublime, sonha, ama e revela-se, tão lancinante é a dor de sentir-se só.
Eis que sou andarilho e poeta, viajante de longas e extenuantes jornadas. Mas se, à beira do caminho, ao menos pudesse encontrar no fulgor de teus olhos a orientação das estrelas e no silêncio de tua intimidade um pouso seguro para o meu espírito, decerto não temeria os mistérios do amor, tampouco as intempéries da solidão.
2 comentários:
Cláudio, meus parabéns. "Andarilho e Poeta" é poesia pura e de excelente qualidade. O fato é que sua verve poética é inequívoca e não pode ser negligenciada.
Abraços!
Ecio Pedro
Caramba!! Essa estremeceu meu coração...Adorei!! Você é muito bom nisso.
Um beijo.
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