Por Cláudio Munhoz
Numa dessas reflexões de final de ano que costumamos fazer diante do espelho da alma, tive uma visão reveladora: por detrás daquela imagem do romancista e poeta em processo de transformação estava o fantasma do leitor.
A verdade é que passei boa parte da minha vida mergulhado em livros. Cresci seduzido pelo silencioso e aconchegante canto das letras e das idéias; e cedo me vi a percorrer caminhos múltiplos, a visitar lugares excitantes e a conhecer pessoas encantadoras. Sentado na velha poltrona, ou preguiçosamente esparramado na cama, sentia-me senhor de todos os mundos e do tempo.
Na extensa lista de títulos visitados e percorridos estão obras de diversos gêneros, a maioria localizada entre os séculos XVIII e XIX. Houve um tempo em que esse fascínio por épocas mais remotas chegou a erguer um véu escuro sobre as novidades do mundo da literatura contemporânea.
Certo dia, porém, quando o leitor que havia em mim revelou o desejo de levantar-se e assumir uma identidade mais ousada, qual seja, a de escritor, não foi o passado que lhe deu abrigo. Na verdade, o presente era a sua morada; e o futuro, seu destino.
Naquele momento, percebi que, mais do que a evocação de antigos espectros, foram os elementos vivos do nosso tempo que deram forma ao conteúdo que começava a transbordar: o cinema a determinar o ritmo e o colorido da prosa, e a pintura abstrata a abrir clareiras para novas experiências no campo da poesia.
Assim revela-se a arte: pura e sensitiva. E na transcendência da criação, todas as possibilidades são caminhos retos que conduzem o artista aos braços do Criador Maior.
Numa dessas reflexões de final de ano que costumamos fazer diante do espelho da alma, tive uma visão reveladora: por detrás daquela imagem do romancista e poeta em processo de transformação estava o fantasma do leitor.
A verdade é que passei boa parte da minha vida mergulhado em livros. Cresci seduzido pelo silencioso e aconchegante canto das letras e das idéias; e cedo me vi a percorrer caminhos múltiplos, a visitar lugares excitantes e a conhecer pessoas encantadoras. Sentado na velha poltrona, ou preguiçosamente esparramado na cama, sentia-me senhor de todos os mundos e do tempo.
Na extensa lista de títulos visitados e percorridos estão obras de diversos gêneros, a maioria localizada entre os séculos XVIII e XIX. Houve um tempo em que esse fascínio por épocas mais remotas chegou a erguer um véu escuro sobre as novidades do mundo da literatura contemporânea.
Certo dia, porém, quando o leitor que havia em mim revelou o desejo de levantar-se e assumir uma identidade mais ousada, qual seja, a de escritor, não foi o passado que lhe deu abrigo. Na verdade, o presente era a sua morada; e o futuro, seu destino.
Naquele momento, percebi que, mais do que a evocação de antigos espectros, foram os elementos vivos do nosso tempo que deram forma ao conteúdo que começava a transbordar: o cinema a determinar o ritmo e o colorido da prosa, e a pintura abstrata a abrir clareiras para novas experiências no campo da poesia.
Assim revela-se a arte: pura e sensitiva. E na transcendência da criação, todas as possibilidades são caminhos retos que conduzem o artista aos braços do Criador Maior.
5 comentários:
Oi Cláudio!!
Seu blog está muito legal!
Gostei!!
Beijos, Ju.
Oi Pai!
A exemplo da Ju, vi seu blog
e achei bem legal!! Agora vê se
posta coisas regularmente, hein?
Valeu!!!
Olá Cláudio!
Quero parabenizá-lo pelo blog! Adorei! Um blog com conteúdo e, como você comnetou: arte!
É muito bom conhecer blogs interessantes, que compartilham o conhecimento e a expressão de idéias.
Você escrevre muito bem mesmo! Confesso que não conhecia esse seu lado escritor. Continue escrevendo que acompanharei diariamente.
Até mais!
Belas reflexões, Cláudio!
Como você escreve bem.
Já vi que esse blog promete.
Bons fluidos!
Jacinta
Oi tio Cláudio!
Gostei mto da reflexão!
A vida toda passamos por elas, eu devia ter passado aki antes!rsrs
bjããooooo
obs: viva a arte!
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